As memórias fazem-nos companhia e nos conduzem, educando sempre...

 

Elas apontam o caminho certo para aprendermos a refletir

 

Ao refletir,  podemos derivar para a questão da estruturação afetiva do sujeito: ser espelho e também espelhar o outro... mimetismo desenvolvedor do caráter humano e base da educação

 

Conteúdos como os de genealogia, memória e história, merecem ser "refletidos" justamente por isso: pela capacidade que possuem de fazer deslocar o indivíduo de seu lugar de acomodação social, fazendo-o percorrer em seu imaginário pela primeira, segunda e terceira posição perceptiva, ampliando a sensibilidade cultural 

 

A Cidade de Queluz foi marcada, em sua origem, pelo trabalho braçal de seus primeiros habitantes, pela presença da literatura e pela música:  violinos e violas

 

O escritor Fúlvio de A. Guimarães nasceu na então Cidade de Queluz, em 21 de fevereiro de 1916, e, faleceu no ano de 2014, aos 98 anos de idade, na cidade de Belo Horizonte

Daí a origem do nome desse site: o nome de sua cidade natal!

 

Como queluziano, teve a sua vida marcada pelos acontecimentos históricos ocorridos na antiga região mineira

 

A cidade, na época de seu nascimento, possuía uma população em sua maioria miscigenada, composta por filhos de casamentos ocorridos entre descendentes de europeus, índios e escravos e, em vários casos, entre primos consangüíneos

 

Os primeiros habitantes da região formaram famílias numerosas, marcadas pelo trabalho e  permeadas por conflitos internos

 

São múltiplos os aspectos identitários gerados nesse processo de miscigenação, formador de um povo tipicamente mineiro


A Real Villa de Queluz, da Comarca do Rio das Mortes, da Capitania de Minas Gerais, surgiu no ano de 1790, aos 19 dias do mês de setembro, quando foi legalmente extinto o então  "Arrayal de Carijoz", por um ato da rainha de Portugal, Dona Maria I, em seu Palácio de Queluz, Portugal

 

Fúlvio de A. Guimarães deixou-nos um exemplo de força, coragem, otimismo, educação e sensibilidade

 

Suas duas obras nasceram de muitos anos de vivência, informação e leitura

 

Seus dois livros são farol e luz para o nosso futuro:

 

O primeiro, editado em 2004:  "Lascas e Gravetos da História dos Latinos",  publicado na Coleção Cultura Humana, pela  Editora Itatiaia, em Belo Horizonte, Minas Gerais, consiste em "lascas" e "recortes" da história geral desde a Pangéia, passando por várias fatos e personagens emblemáticos, chegando até a história da constituição dos governos mineiros nos anos 30, construindo uma gestalt na mente do leitor interessado na questão da formação de nossa identidade latina 

 

O segundo livro, "Romeu Guimarães de Albuquerque e Queluz de Minas", teve edição limitada em 300 exemplares e foi publicado de forma independente em 2010

Nele, Fúlvio organiza as suas memórias, descreve a genealogia de algumas das principais famílias queluzianas, a biografia de seu pai, Romeu Guimarães de Albuquerque e comenta personalidades e fatos históricos 

 

O material foi ordenado na esperança de facilitar e contribuir com o estudo e a pesquisa sobre a antiga cidade, à partir das obras e do acervo familiar do escritor Fúlvio de Almeida Guimarães

 

Última  revisão: 07 de junho de 2022

 

Protegido por direitos autorais 

LGPD

 

É expressamente proibida a reprodução total ou de partes seja das imagens ou do texto

 

 

Collectoria de Queluz.png

Fonte : Acervo Familiar

Agradecimento

 

Dedico o trabalho da presente edição

aos meus dois irmãos:  Luciano e Ibsen, ao meu filho Ciro e à minha sobrinha Luíza

 

Seja pela honradez, franqueza, caráter e honestidade por eles sustentados durante todo o tempo do processo do inventário dos nossos pais, seja pelo exemplo de força espiritual inabalável durante a pandemia

 

Eles representam a continuidade do ambiente honesto que permeou a minha infância

 

Ao voltar para a cidade e tomar posse da herança dos meus pais, quase vinte e cinco anos longe de tudo e de todos, pude perceber como o meu quarto era pequeno...  

Mas, no meu íntimo, lembrava de tudo gigante...

Lembranças de quando o meu corpo era pequeno e a minha alma era imensa...

 

A alma da gente faz coisas...

 

Um momento de parada no tempo, para lembrar daqueles que já se foram e não morrem dentro da gente pois são o nosso alicerce

 

E foi a alma dessas pessoas que se foram que sustentou o meu desejo e o meu dever de afirmar que, mesmo com tantos desafios, pressões, opressões e ameaças externas advindos do fato de se herdar patrimônios materiais e imateriais nos dias de hoje, uma família como a nossa, permanece sempre em paz, superando qualquer distância, provocações de toda espécie e todos os outros desafios impostos pelo tempo, saindo cada vez mais unida e fortalecida a cada ano que passamos juntos

 

A vocês dois, meus irmãos, que o brilho da alma de nosso pai e de nossa mãe jamais se apague... afinal... somos nós ... eles!

E são eles... ainda em nós!

 

Gratidão por ter todos vocês comigo nessa minha jornada espiritual

 

Eneida C. Guimarães

1323.jpg