QUELUZ DE MINAS

 

 “Tal como o passado não é a história, mas o seu objeto, também a memória não é a história, mas um dos seus objetos e, simultaneamente, um nível elementar de elaboração histórica.”

(Jaques Le Goff)

 

Manuscrito de Fúlvio de A. Guimarães em 2009

 

Romeu Guimarães vivia ocupado com suas máquinas tipográficas e, às vezes, além de jornalista era também tipógrafo e editor.

Assim acontecia também com a Tipografia Monteiro, a Tipografia Almeida, a do sr. Quincas de Almeida na rua Afonso Pena, onde também trabalhavam como tipógrafos meus irmãos  João , Hélio e Helmar, sendo que o último acompanhou o sr. Quincas até Uberlândia.

Ainda não havia linotipo e o processo exigia que se manipulasse os tipos letra a letra, tornando um trabalho de muita atenção.

Àlvaro Prado, Adolpho Albino (O “Dôfinho” - irmão de minha avó) e o meu avô estavam sempre a postos.

A Tipografia Monteiro está resistindo até hoje.

Ficava, no passado, próximo ao comérico de Luiz Friche e Castanheira.

 

Romeu registrava em seu diário, quase tudo o que ocorria na cidade.

Rodeado de seus dez filhos, que, como trabalhadores braçais, cuidavam do patrimônio familiar sem diplomas universitários de qualquer espécie. Naquela época, quase toda a população exercia múltiplas atividades sem distinção pois ainda não haviam as leis trabalhistas.

Nas várias vezes em que exercia o cargo de Juiz de Paz, era comum ocupar-se com funções de Juiz Municipal e mesmo Juiz de Direito.

 

Foi provedor do Hospital de Queluz, presidente do Tiro de Guerra, Presidente do Comité de Defesa das Tradições Queluzianas, Presidente da Sociedade Anônima Pró-Educação, conforme registrou o “Correio da Semana” de 04.02.1937.

 

Não tenho a pretensão de escrever uma história, mesmo que pequena, de Queluz de Minas, Walter Andrade Souza e o Antônio Luiz Perdigão, há anos cuidaram do assunto com o acervo acumulado e com dedicação total à causa.

O jornal “O Panorama”, de 12.07.08, nos deu conta da biografia do diretor do “Museu e Arquivo da Cidade”.

Perdigão, nasceu em 18.11.1918, segundo consta, em Cons. Lafaiete.

Foi comerciário, agente da Sul América, corretor de imóveis no Rio, representante comercial, sendo formado em contabilidade.

Fez curso de historiografia na Academia Brasileira de Letras em 1958 e outras atividades sociais.

Tem publicado vários artigos em jornais sobre Queluz.

Editado obras.

Foram seus pais: Egydio Perdigão Baptista e Alzira Perdigão Baptista, de famílias tradicionais da cidade."