JOSÉ ALBINO DE ALMEIDA CYRINO
Efemérides
19 de março de 1836 - Nasceu José Albino de Almeida Cyrino, filho de J. Albino de Almeida e J. F. de Jesus.
Seus irmãos: Pedro, Joaquim, João, Maria Joana e Matilde.
Eram seus os terrenos da Capela de São João, Pinheiros, até perto do Barroso e daí aos Moinhos, além dos terrenos da Casa Branca, Canavial e Água Preta, com muitos alqueires.
Nesses terrenos, devidamente aproveitados, prosperavam a lavoura de cereais e a criação de animais, que lhes proporcionavam anualmente um número regular de produção para a venda.
Ao mesmo tempo, adquiria e construía casas na cidade, como o prédio do Hotel Meridional, bem como um grande armazém que existia no terreno fronteiro ao Hotel, destinado ao depósito de cargas que recebia em consignação e remetia para as localidades não servidas pela estrada de ferro.
1848 - Fica órfão de pai aos 12 anos de idade e, juntamente com o seu irmão mais velho, Pedro, assume a responsabilidade de cuidar da família.
Começou a trabalhar como guia de bois de carro, ganhando insignificante ordenado que entregava intacto à sua mãe.
Assim começou a sua carreira no comércio.
Vendia e comercializava de tudo, inclusive as famosas Violas de Queluz.
27 de outubro de 1860 - Casou-se com I. C. de Souza, tendo ele a idade de 24 anos e ela de 14 anos (naquela época não havia adolescência como nos dias atuais, e as meninas casavam muito precocemente). Ela era filha de J. D. de Souza e de J. C. de Jesus.
1872 - Concorreu para Vereador Geral no Município de Queluz pelo Partido Liberal.
Eram também do seu partido: Washington R. Pereira (irmão do Conselheiro Lafayette), Dr. José F. Netto, Tenente Coronel Joaquim T. Coimbra, Capitão José C. de A. e Silva, Dr. Francisco J. P. Zebral, P. Francisco F. da Fonseca, Francisco da C. Carvalho, Marciano V. S. Coimbra.
1872 - Tomou parte em renhidos pleitos eleitorais, tendo sido presidente na penúltima Câmara Municipal de Queluz que funcionou sob o regime imperial e cujo mandato terminou em janeiro de 1887.
1874 - José A. A. Cyrino e João A. de Almeida concederam liberdade a alguns de seus escravos da época (14 anos antes da Lei Áurea - 1888).
1884 - Presidente da Câmara Municipal de Queluz.
1886 - Fez a doação de uma área de terrenos para a construção do Cemitério Municipal que, até então, não existia. Os sepultamentos antes eram feitos sob o assoalho da Igreja e no adro, ao redor dela.
6 de janeiro de 1887 - Seu filho Adolfo, rapaz de 21 anos, foi sepultado nos terrenos recém-doados. Falecendo logo depois, a sua esposa.
26 de agosto de 1889 - O Jornal de Juiz de Fora, o Diário de Minas, publica a sua condecoração com a Ordem da Rosa, Ordem Honorífica do Império criada por D. Pedro I em 17 de outubro de 1829.
17 de junho de 1890 - Já sob regime republicano, foi nomeado por ato do Governador do Estado para integrar a Intendência Municipal, nova denominação da entidade administrativa, composta de seis membros, e que substituiu a Câmara, terminando o mandato no dia 7 de março de 1892, quando se empossou a nova Câmara, eleita a 30 de janeiro do mesmo ano.
1890 - Juntamente com Tavares de Melo, Dr. Francisco G. Souza, Dr. Francisco M. Pimentel, participou da Exposição Permanente em Ouro Preto, representando Queluz.
19 de julho de 1890 - Casou-se com Dona Emília Augusta Baêta.
Com a queda do Partido Liberal, afastou-se das lutas partidárias, só voltando a elas em 1900, como candidato a Vereador Geral.
Nessa ocasião, deu-se a dualidade da Câmara no município, sendo ele, pelo volume da votação, reconhecido pelas duas correntes adversas.
10 de novembro de 1902 - Faleceu aos 66 anos de idade. Foi enterrado no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Queluz, nas terras por ele doadas.
Dezembro de 1911 - Foi homenageado pela Câmara Municipal, que atribuiu o seu nome a uma das ruas na cidade.
17 de fevereiro de 1956 - O Bairro Albinópolis tem a sua planta aprovada nos 52 lotes de propriedade do senhor Arthur Albino Cirino, nono filho de José Albino de Almeida Cyrino.
Prefeito José Narciso de Queirós Neto.
07 de junho de 1956 - Aprovada a planta do Pasto do Cemitério, gleba de terras de 144.000 m², conforme cópia autenticada no Cartório de Registro de Imóveis local - Lei 290/56
11 de junho de 1956 - A Câmara Municipal publica a Lei de número 290/56, com a aprovação da Planta do Loteamento Pasto do Cemitério, com 497 lotes, nos terrenos dos herdeiros de Adélia Isabel de Almeida Albuquerque, filha de José Albino de Almeida Cyrino e mãe de Fúlvio de A. Guimarães.
Prefeito José Narciso de Queirós Neto.
01 de março de 1958 - Feita a escritura pública de divisão dos terrenos do Pasto e a demarcação da área e a nomeação da Vila Romeu Guimarães por Romeu Guimarães de Albuquerque e seus 10 filhos, noras e genro.
06 de janeiro de 1987 - A família de Romeu G uma homenagem póstuma pelo Centenário do Cemitério Paroquial, através da criação do "Jardim Benf. Avelino Dias Lana" - vide foto abaixo - dentro do Cemitério Municipal.
Fúlvio de A. Guimarães foi o orador do discurso pronunciado nesse dia, em memória de seu pai, Romeu Guimarães de Albuquerque, de seu avô materno, José Albino de Almeida Cyrino, e de seu tio Avelino Dias Lana.
Fontes de pesquisa:
Livro "Romeu Guimarães de Albuquerque e Queluz de Minas", de Fúlvio de A. Guimarães - Editora Invirta - 2010.
Acervo familiar.
Site da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete.
Site da Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete.
Wikipédia.
Biblioteca Nacional - Hemeroteca.
Todo historiador é, antes de tudo, um leitor; todo leitor, um crítico; todo crítico, um estudioso; e todo estudo nasce de uma incógnita — pois conhecer é, antes de tudo, interrogar aquilo que ainda não sabemos
Sugestões de leitura:
https://periodicos.ufms.br/index.php/RevTH/article/view/18019
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