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Genealogia 

 

"Genealogia

s.f. (gr. genea, origem, e logos, discurso)"

Diccionario Prático Illustrado . Livraria Chardron,

Edição feita d'accordo com a Livraria Larousse, de Paris. Lello&Irmão, Porto,1944

 

 

"Os ffilhos dos ffilhos
são uma coroa para os idosos,
e os pais são o orgulho dos seus ffilhos. "

 

Provérbios 17:6

 

 

Meu avô paterno

Romeu Guimarães de Albuquerque

 

José Clemente,
ESTADO DE MINAS, Sábado, 10.03.1979 – 2.

 

Romeu Guimarães de Albuquerque foi durante sua longa existência (Faleceu em 1968 com 90 anos) uma das ffiguras mais conceituadas de Queluz de Minas (hoje Conselheiro Lafaiete), pela lisura de sua vida, inteligência, sensatez e essencialmente por sua ternura pela cidade. Todos o conheciam. Mais do que isto, estimavam muito aquele homem magro, tranqüilo, que morava ao lado do adro da Matriz, inseparável de sua bengalinha.
Não era um procurador de conversas, mas quem a ele se dirigisse, logo teria uma prosa amena, inteligente, rica de conhecimentos, sobretudo a respeito de quanto se referisse a história política e administrativa de Queluz.
Ouví sempre falar bem de “seu” Romeu Albuquerque, declarado por todos um homem de conta-peso e medida, caráter de vinte e quatro quilates.
Menino não pertencia à sua roda. Fui crescendo. Aos dez anos, deixando Queluz para ir estudar no Ginásio de Barbacena e depois, vindo para Belo Horizonte, com o correr dos anos tornei-me um “queluziano ausente”, mas sempre ouvindo referências boas a Romeu Guimarães Albuquerque, que continuava naquela toada de vida, cercado do apreço geral de meus conterrâneos e dos que íam chegando para a cidade.
Era um cidadão prestante da comunidade, queluziano pelo coração, pois , tendo nascido, em 1878 em Juiz de Fora, para minha terra foi com 12 anos, lá se casou em 1904 e constituiu uma família de 12 ffilhos.
Foi secretário da antiga Câmara Municipal, redator de jornal, proprietário de jornal, provedor do Hospital, presidente do Tiro de Guerra, juiz de paz anos seguidos e juiz municipal e de direito em substituição. Escrevia bem e compunha músicas. Fez um Hino da Cidade, de parceria com o compositor Mansuêto Leão Correia. Vivia para sua família e para a cidade que o amava.
Sempre eu ouvi dizer que seu Romeu, pacientemente, registrava em cadernos tudo o que ocorria na vida política, administrativa e social de Queluz, com informações flagranteadas na hora, contendo datas, fatos e personagens, isto é, fazia um levantamento que era História, registrando tudo com ffidelidade à verdade. Esses registros particulares de Romeu Guimarães de Albuquerque seriam assim repositório perfeito da vida da cidade, desde o passado. Vida que ele ia apreciando, grande parte transcorrida sob suas vistas de observador ffilósofo...
Por seu contingente de experiência era opinião acatada no tocante sobretudo às coisas da política local, pois a conhecia muito bem e profundamente.
E conhecia a fundo os homens que a praticavam.
As referências a ele sempre incluíam este informe: “O Romeu Albuquerque tem registro completo de tudo o que aconteceu na política de Queluz”.
Morreu ele há 10 anos.
Toda a cidade lhe pranteou o desaparecimento.
Era bem uma ffigura típica das virtudes mineiras que desaparecia.
Note-se que Queluz é uma cidade de política efervescente desde o passado, criadora de cisões e mais cisões, com vínculos de amizadaes que se faziam e se desfazem ao sabor das lutas políticas locais.
Romeu de Albuquerque viveu nesse meio tumultuado, entretanto, pelo equilíbrio de seu viver, pela perenidade da lucidez de seu espírito e pelo seu coração sem raivas, nunca teve desafetos. Porque só pensava para o bem, interessava-se em ver a cidade prosperar.
Ecumênico, desejaria a união geral, em permantente mutirão, para que Queluz vencesse os obstáculos que a danada da política, com suas maldades, invejas e ódios punha no caminho, pouco unindo e mais dividindo as criaturas.
E o livro dele, os seus apontamentos, que deveriam ser preciosos para a recomposição histórica da vida do município?
Este livro existia realmente na sua gaveta. Estava lá, cuidadosamente elaborado por ele, com seu espírito disciplinado à verdade, relatando fatos e mais fatos, história das coleções materiais de progresso e episódios políticos, tudo vazado para o papel com cuidado de um historiógrafo honestíssimo.
É esse livro que sua família fez publicar agora com o título “Apontamentos para a História da Cidade de Conselheiro Lafaiete - Antiga Queluz de Minas”.
Lí-o, com o interesse de queluziano que tenho orgulho de ser. É perfeito nos registros, nas rememorações, nas citações e corretíssimo na apreciação, que o autor probidosamente faz dos acontecimentos.
É como um ffilme histórico de Queluz antigo com a apresentação de lugares, fatos e gente que participava dos fatos. Sou também velho e, portanto, não pouco do Romeu conta, registrando sempre os nomes das pessoas, vive na minha lembrança.
Posso, portanto, declarar que o livro, tão referido por toda a gente, que Romeu de Albuquerque dia a dia escrevia sobre o velho Queluz, é uma boa radiografia da cidade.
Ele não precisava em muitos casos de ir procurar documentos, porque via os fatos, apreciava-os com sua arguta serenidade.
O autor punha em seus assentamentos o que, se hoje, entenderem de procurar, exigirá revolvimento afanoso de arquivos e talvez não seja mais encontrado. Para o espírito lafaietense esse livro tem valor excepcional para os mineiros todos é também valioso, como história de épocas mineiras que se foram e que aparecem nítidas, com as características do tempo, dos hábitos, dos costumes.
A política mineira municipal antiga, com a freqüência das dualidades de Câmara e “arranjos” das facções em disputa, pode ser conhecida, por quantos, hoje em dia, ignoram como era a política então praticada, dentro da lei ou fora da lei.”

 

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Meu avô materno

Pedro Archanjo de Carvalho

 

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 Foto : Meus avós maternos e minha tia Iracema 
Ao fundo: o instrumental de dentista da época
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Imagem:
Recorte do Jornal Estado de Minas em 17//06/1980 guardado por meu pai e colado dentro do livro e Didicatória do Autor

Livro

Itaverava: Núcleo de Bandeirantes Antônio Emídio Lana

Revisão e ilustração: Zeni de Barros Lana

Colaboração especial: Padre Acrísio de Assis Reis

Imp. Ed. O Lutador. BH. 1980

 

Às minhas avós (materna e paterna)

 

Ensinamento

Adélia Prado

 

Minha mãe achava estudo
a coisa mais ffina do mundo
Não é
A coisa mais ffina do mundo é o sentimento
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado"
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente
Não me falou em amor
Essa palavra de luxo

 

 

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Nota do falecimento de Adélia Izabel de Almeida Albuquerque

Biblioteca Nacional Jornal Correio da Semana 

1939 - Edição 01117

 

Meus Pais

 

Fúlvio de Almeida Guimarães

Inimá de Carvalho Guimarães

 

 

Editado em 20/05/2018 

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